Palavras apenas, palavras pequenas, palavras perdidas no espaço-tempo...
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Daria minha vida por você
Faria de tudo para lhe proteger
Só não gostaria de perder nossas lembranças
Em algum de nossos sonhos de esperança
Aquele por do sol em Cancún
Ou o Natal no Rio grande do sul
Aquelas férias na Bahia
Ou o café da manhã em Teresina
A viagem de serviço à Itália,
Ou quando fomos ver seus primos na Austrália
O nascer do sol no Japão
Ou os ferozes leões do Gabão
A champanhe em Madri
Ou as ondas do Havaí
Até quem sabe aquela briga bem ali...
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Quem sabe agora que não há mais solução
A dama me leve em seu acalanto calado
Para outra dimensão aonde isto nunca mais aconteça
Aonde a tristeza não reina
Talvez ela me leve em seus braços firmes
Ou me jogue aos seus ombros macios
Más de qualquer maneira será melhor que sofrer
Ao ficar tão perto mas tão longe de você
Prefiro nunca mais vê-la
Do que vê-la a toda hora
E só poder ser displicente
De maneira tão incontente
Tê-la ao alcance de meu braço
Mas mal poder tela em minha mente
Sofrendo assim calado
Vou-me embora para sempre
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
O caso do pobre homem pobre
Lá estava o pobre homem pobre
sentado ao banco da pequena delegacia de interior vestido com roupas velhas e
surradas pelo tempo e pela vida dura do trabalhador do campo e com um saco de
pano aos pés de onde saia um barulho intrigante semelhante ao cacarejar de uma
galinha.
Por uma porta lateral entrou uma homem parrudo
de terno fino com alguns papeis enrolados em sua mão, se posicionou a frente do
pobre homem pobre e se apresentou como delegado e lhe disse:
- Bem
senhor, José, não é? Como o senhor deve saber foi acusado de roubar esta
galinha a seus pés, mas não temos provas contra o senhor por enquanto, a menos
que o senhor Gilmar seu acusador diga mais algo importante no depoimento que
está dando ali na sala. – Terminou o
delegado, e olhou para o pobre homem pobre sabendo que aquele caso
provavelmente seria desperdício de seu tempo, pois aquele homem tinha cara de
jamais ter cometido um crime em sua vida.
O
pobre homem pobre nada disse ao delegado, somente consentiu com a cabeça, ele
estava aterrorizado com a situação e tinha muito medo de acabar indo preso,
sabia que não era culpado, mas mesmo assim tinha medo, pois sabia que haviam
muitas pessoas injustas neste mundão.
O
delegado pediu licença ao pobre homem pobre e se retirou novamente a sala ao lado,
enquanto isto a galinha começara mais uma vez a cacarejar compulsivamente,
porque a coitada estava a muito tempo presa naquela sacola, estava cansada de
ficar no escuro e sentir falta de ar, queria se libertar e voltar ao terreiro
de seu dono e se empanturrar da grama verde brotando no chão.
Um velho calvo e barbudo, com roupas
muito melhores que as do pobre homem pobre se retirou da sala ao lado
acompanhado do advogado e saiu da delegacia com um sorriso estampado no rosto
enquanto o delegado dizia a ele:
- Não se
preocupe senhor Gilmar, quando tiver terminado o caso irei lhe informar de qual
será o final dele, e se a galinha for sua poderá vir pega-la amanhã.
O delegado voltou calmamente para
dentro da sua sala sem falar nada com o pobre homem pobre e se recostou na sua
confortável cadeira de couro e começou a refletir sobre os últimos
acontecimentos, aquela não era a primeira vez que ele havia ouvido queixas
ridículas do senhor Gilmar, ele sempre era roubado de coisas que não possuía,
uma vez foi uma cabra, outra um ganso, mas o homem nem tinha onde criar tais
bichos em casa, já o senhor José tinha uma ficha incólume, nunca nem tinha
entrado naquela delegacia, por conseguinte o delegado se decidiu, senhor José
era um inocente, a galinha era sua e o senhor Gilmar era mais um vez um
mentiroso.
O delegado chamou o pobre homem pobre a sua
sala, este se sentou temerosamente em uma cadeira em frente a grande mesa do
delegado, e este lhe disse:
-Senhor
José, pode ficar tranquilo, conclui que a galinha é sua e que o senhor Gilmar é
um mentiroso, pode pegar sua galinha e ir para sua casa - O delegado acompanhou
o agora feliz pobre homem pobre até a porta da delegacia, deu um aperto em sua
mão e lhe desejou um bom dia.
E o feliz pobre homem pobre seguiu
feliz pelas ruas da pequena cidade de interior a caminho de sua casa, com a
galinha na sacola em seu ombro, e está viveu por mais alguns meses sendo feliz
nos verdes pastos de seu dono, até o natal, aonde foi muito bem assada e
servida à família do agora mais feliz ainda pobre homem pobre.
Ela é a...
Ela prefere andar por ai invisível pelo
vento que bate nos galhos das arvores e apavora as criancinhas à noite, o vento
que ao tocar no seu pescoço provoca um grande calafrio que se estende por cada milímetro
do seu corpo, o vento que te faz querer andar cada vez mais rápido quando se
está fora de sua casa nas horas escuras da noite.
Ela gosta de andar se esquivando nas sombras numa noite de
lua cheia, ou se deixando ser vista rapidamente na rala luz da uma lua nova,
deixando algumas de suas sortudas vitimas terem um rápido vislumbre dela antes
que seus corações parem eternamente.
Ela prefere trabalhar quando a lua já está muito alta no
céu, aonde a calmaria reina e ela pode andar calma pelos seus trajetos a
procura dos infinitos nomes da sua lista.
Ela nunca tem descanso, ela trabalha desde que os homens
andam neste mundo, ela os viu aumentar espantosamente em um tempo desprezível
comparado com o tempo de existência do universo, causarem dor e sofrimento aos
seus semelhantes em busca de algum proveito deles próprios, e para quem sobra o
fardo de toda está dor? Para ela. Ela só parará quando o ultimo dos homens cair
aos seus pés num ultimo suspiro de ar com sua alma se elevando ao infinito em
seus braços frios.
Ela é a morte....
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Quem sabe no fim de novembro
Você não é mais o meu ideal
Você não é mais tudo que pensei
Quem sabe tudo volte a como era
Quem sabe no fim de novembro
O vento traz de volta as más lembranças
Ele prenuncia a tempestade que vem
Que devasta tudo que temos
Mas quem sabe tudo vote a ser o que era
Quem sabe no fim de novembro
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