Ela prefere andar por ai invisível pelo
vento que bate nos galhos das arvores e apavora as criancinhas à noite, o vento
que ao tocar no seu pescoço provoca um grande calafrio que se estende por cada milímetro
do seu corpo, o vento que te faz querer andar cada vez mais rápido quando se
está fora de sua casa nas horas escuras da noite.
Ela gosta de andar se esquivando nas sombras numa noite de
lua cheia, ou se deixando ser vista rapidamente na rala luz da uma lua nova,
deixando algumas de suas sortudas vitimas terem um rápido vislumbre dela antes
que seus corações parem eternamente.
Ela prefere trabalhar quando a lua já está muito alta no
céu, aonde a calmaria reina e ela pode andar calma pelos seus trajetos a
procura dos infinitos nomes da sua lista.
Ela nunca tem descanso, ela trabalha desde que os homens
andam neste mundo, ela os viu aumentar espantosamente em um tempo desprezível
comparado com o tempo de existência do universo, causarem dor e sofrimento aos
seus semelhantes em busca de algum proveito deles próprios, e para quem sobra o
fardo de toda está dor? Para ela. Ela só parará quando o ultimo dos homens cair
aos seus pés num ultimo suspiro de ar com sua alma se elevando ao infinito em
seus braços frios.
Ela é a morte....
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