Palavras apenas, palavras pequenas, palavras perdidas no espaço-tempo...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ela é a...




Ela prefere andar por ai invisível pelo vento que bate nos galhos das arvores e apavora as criancinhas à noite, o vento que ao tocar no seu pescoço provoca um grande calafrio que se estende por cada milímetro do seu corpo, o vento que te faz querer andar cada vez mais rápido quando se está fora de sua casa nas horas escuras da noite.

Ela gosta de andar se esquivando nas sombras numa noite de lua cheia, ou se deixando ser vista rapidamente na rala luz da uma lua nova, deixando algumas de suas sortudas vitimas terem um rápido vislumbre dela antes que seus corações parem eternamente.

Ela prefere trabalhar quando a lua já está muito alta no céu, aonde a calmaria reina e ela pode andar calma pelos seus trajetos a procura dos infinitos nomes da sua lista.

Ela nunca tem descanso, ela trabalha desde que os homens andam neste mundo, ela os viu aumentar espantosamente em um tempo desprezível comparado com o tempo de existência do universo, causarem dor e sofrimento aos seus semelhantes em busca de algum proveito deles próprios, e para quem sobra o fardo de toda está dor? Para ela. Ela só parará quando o ultimo dos homens cair aos seus pés num ultimo suspiro de ar com sua alma se elevando ao infinito em seus braços frios.

Ela é aquela que tira a dor de uma vez por todas, ela é a que destrói sonhos segundo dizem, trás tristeza para os que ficam e felicidade para muitos que vão, mas nunca sobre nenhum agradecimento para ela, só a insultam e rogam pragas sobre a coitada que nunca descansa.

Ela é a morte.... 

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